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Visita à Bodega Benegas Lynch

abril 16, 2019

A primeira bodega que visitei em Mendoza (e que fica realmente dentro da cidade), eu já mostrei por aqui. A cidade tem três grandes regiões vitivinícolas: Maipú, Luján de Cuyo e Uco – e nessa viagem tive a oportunidade de conhecer as duas primeiras. O primeiro dia de degustações e visitas, fomos a Maipú e a primeira bodega visitada foi a Benegas Lynch (uma pequena curiosidade: ela fica bem na divisa entre Maipú e Luján de Cuyo).

A história da Benegas gira em torno da história da família: começou em 1883 com Don Tiburcio Benegas que fundou a Bodega El Trapiche; na época Mendoza encarava uma crise econômica com a produção de trigo e ele teve a visão de que a região poderia ser uma grande produtora de vinhos a nível mundial – e ele foi um dos primeiros a produzir vinhos finos na região e importou muitas técnicas da Europa.

Trapiche – a máquina importada que acabou dando nome a Bodega de Don Tiburcio

Nos anos 70, já em sua segunda geração, a bodega acabou sendo vendida devido à uma forte crise econômica que assolava a Argentina. Até que em 1999, Federico Benegas Lynch comprou uma ex-vinha plantada por seu bisavô – a Finca Libertad. Dois anos depois, Federico comprou uma bodega abandonada e a reformou para acomodar a atual Benegas Lynch e produzir vinhos com sua assinatura visando recuperar o legado de sua família.

A Benegas Lynch é uma bodega relativamente pequena e preserva muito do processo de produção antigo – um exemplo é não utilizar tanques de inox para a fermentação dos vinhos; somente tanques de concreto com capacidades variadas. Depois, os vinhos são transferidos para barricas de carvalho localizadas há 8 metros de profundidade na cave subterrânea, com paredes de pedra e pisos de terra. E é lá embaixo também que ocorrem as degustações.

Uma das salas da cave subterrânea

Por toda a bodega podemos observar a coleção de ponchos do dono

achei muito legal você poder usar o poncho durante a degustação porque a cave é bem fria

De todas as bodegas que visitei, essa foi uma das mais acolhedoras – desde a explicação super completa da guia até o local em que ocorre a degustação. Você se sente um convidado e não só um turista, e isso é muito bacana. Claro que eu escolhi um poncho preto pra não acabar com a minha estética gótica suave, haha. No local são produzidas três linhas de vinhos: a Linha Família (linha de vinhos jovens), a Linha Estate (já intermediária, passando por barricas de segundo e terceiro uso) e a Linha Benegas Lynch – que é a premium da casa (feita com uvas da Finca Libertad e passagem em barricas de carvalho de primeiro uso por 18 meses). Nós optamos pela degustação da linha Benegas Lynch e valeu cada centavo.

Eu não conhecia a Benegas Lynch antes de viajar e fui por recomendação do dono da agência que fechei os pacotes – não só recomendo como se, algum dia eu voltar a Mendoza, faço questão de visitar novamente. Um passeio muito agradável, histórico e completo – e de quebra com uma degustação de vinhos que coloca muitas bodegas grandes no chinelo.

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1 Comentário

BA MORETTI disse:

eu fico imaginando o cheirinho de vinho por tuuuudo ♥

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