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O sentimento incrivelmente complicado

January 15, 2019 0 min read No Comments

O sentimento incrivelmente complicado

January 15, 2019 3 min read No Comments

Por um breve momento, no início da minha adolescência, eu acho que realmente acreditei em amor romântico. Aquele de filmes, livros e histórias inspiradoras de casais juntos pela vida toda. Não sei quando que a chave virou pra mim, mas eu passei a enxergar tudo com um olhar clínico quase. Acompanhei namoros e rolos de amigas, términos e voltas. Relacionamentos felizes, relacionamentos abusivos e relacionamentos efêmeros.

Não sei se eu vivo na linha tênue entre realidade x romantismo, mas se for pra iniciar um relacionamento pelos motivos errados – eu nem começo. Algumas amigas me admiram, outras me acham meio louca – eu não sei onde me encaixo, honestamente. Eu resolvi escrever esse post porque preciso colocar algumas coisas pra fora e também porque estou intrigada.

Áspero amor, violeta coroado de espinhos,
brejal entre tantas paixões eriçadas,
lança das dores, coroa da cólera,
por quais caminhos e como te dirige a minha alma?
Por que precipitaste teu fogo doloroso,
de súbito, entre as folhas frias do meu caminho?
Quem te ensinou os passos que até mim te levaram?
Que flor, que pedra, que humo mostraram minha morada?
O certo é que tremeu a noite pavorosa,
a árvore chegou todas as copas com seu vinho
e o sol estabeleceu sua presença celeste,
entretanto que cruel amor me cercava sem trégua
até que me lançando com espadas e espinhos
abriu em meu coração um caminho de chamas.

Pablo Neruda

Por quê cultuamos essa noção de que o amor tem que ser algo sofrido? Algo que você tem que lutar para conseguir? Por que não podemos simplesmente nos comunicar e nos expressar como gostaríamos? “Não, não responde ele” – eu ouvi de uma amiga recentemente. “Ele só quer te usar para se sentir bem – ignora” – escutei de outra. Eu me sinto conflitada perpetuando certos comportamentos, mas também não fujo a regra o tempo todo. Eu tenho minha parcela de culpa nos hábitos que critico.

“o amor não é cruel/nós somos cruéis/o amor não é um jogo/nós tornamos o amor um jogo”

Esses dias, pensei em chamar uma certa pessoa pra conversar. Trocar uma ideia mesmo, entender o que poderia estar acontecendo ali naquela interação – que vira e mexe ressurge novamente. Pensei de novo – não, não posso fazer isso. Me peguei acuada, com receio de parecer desesperada, de ser julgada e rotulada. Me peguei perpetuando um dos comportamentos que mais detesto. Joguei na roda da amizade novamente e a reação foi unânime: “não fala com ele não, imagina” – parecia que eu tinha sugerido a coisa mais absurda do universo.

Eu não sei se eu tenho uma visão simplista ou otimista demais, ou se esse sentimento é realmente tão complexo assim que tem que ser tratado com precisão e seguindo regras de conduta absurda. E eu também não sei se vou vencer meu dilema interno dessa vez, mas senti que precisava me expressar aqui. Mesmo que não faça sentido.

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Aquariana da terra da garoa. Amo escrever sobre beleza e ajudar outras mulheres a desbravarem esse universo. Compartilho um pouco das coisas que gosto por aqui porque me faz feliz. Tenho um fraco por conhecer esse mundão louco em que vivemos e não dispenso uma boa aventura.

+ euzinha

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