Visitando a New York Public Library

Minha passagem por Nova York foi bem mais curta do que eu gostaria e apesar de ter feito uma lista até que bem resumida dos lugares que eu queria visitar, não deu tempo – o tempo chuvoso também não colaborou muito. Mas às vezes o acaso surpreende com situações inusitadas e a minha visita a NYPL foi uma delas.

Eu, como boa turista, tava andando até o Rockfeller Center e quando vi estava passando em frente a um dos prédios. Parei pra fotografar, fiquei com medo de gastar muito tempo passeando lá dentro mas resolvi entrar – e foi uma decisão maravilhosa.

Assim que entrei (e quase todos os turistas também) eu tive que sacar a câmera da mochila e sair fotografando ao meu redor. O prédio é lindo, cheio de detalhes e eu não consegui captar nem 1% disso – mas acho que dá pra ter uma leve ideia. Ali estavam rolando algumas exposições e eu entrei para ver uma sobre a contracultura dos anos 1960 e 1970 (You Say You Want a Revolution: Remembering the 60s).

O acervo era bem variado: de gravações do festival de Woodstock a posters usados contra a guerra do Vietnã. Tinha uma parte maravilhosa sobre a conscientização sobre as tensões políticas, de raça e de sexualidade. Foi uma hora muito bem gasta ali dentro.

Passei muito brevemente por uma outra exposição (Shares Sacred Sites Project) que abordava o compartilhamento de solo sagrados no Mediterrâneo e no Oriente Médio pelo Islamismo, Judaísmo e Cristianismo – apesar de suas diferenças teológicas – e visava promover uma conscientização sobre o potencial de cooperação entre esses grupos religiosos.

No final, eu já estava indo embora mas acabei sendo sugada pela lojinha de souvenir pra variar. Eu comprei uma bolsinha super fofa que está servindo de capa pro meu Kindle – são vários modelos com citações de diversos autores, eu achei uma do Neil Gaiman (e o tanto que eu amo esse autor eu nem comento) e ela gritou meu nome na mesma hora. Ambas exposições não estão mais na NYPL mas várias outras estão acontecendo por lá: o passeio pode parecer um pouco aleatório mas, além de sensacional, é completamente gratuito (e se você tiver sorte de ir na hora certa, existem tours guiados).

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